O EVANGELHO SEGUNDO MATEUS (POEMAS PARA UM JOVEM VAGABUNDO)

agosto 24, 2009 at 1:04 pm (Poemas Avulsos)

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CALÇADAS

O medo

de morrer

deixa-o feliz.

E as espadas da discórdia

exalam fadas e demônios

nas esquinas de sua pele.

Nas ruas as calçadas

são limites para as incompetências

dos seus gestos.

Ele lê Poe e Baudelaire

e caminha para Nietszche,

mas é incapaz de amar

uma flor no jardim.

O AMOR DE MATEUS

Metamorfose

Mataformosa

Metapoeta

Moça morena

De cabelo marrom.

Que habita a mente

De Mateus nas noites mornas.

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Sexo

junho 30, 2009 at 11:17 pm (Poemas Avulsos)

Magritte - Attempting The Impossible

O que é colocar o membro ereto
Sendo o membro ereto a obra análoga da carne?
Do ângulo reto das pernas espelho o infinito.
O que é deslizar os dedos nos púbis?
Sentir o furor da vulva molhada no primeiro toque
Sendo o púbis a parte nobre dos pêlos da pele?
Receio adentrar cada centímetro CÚbico
De prazer no centro do mundo, imundo e belo,
Lá conquisto o gozo,
e molho o pênis no molho da fêmea desejada.

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BAILE PERFUMADO

dezembro 21, 2008 at 2:55 pm (Poemas Avulsos)

belissimaSerão necessárias diversas lutas de palavras

Em estratégias múltiplas de silêncio

Para a descoberta da verdadeira poética da morte

Escritos histéricos feitos de fios de fábulas

Surdos corpos malditos no mar…

Cadernos de espermas? Espumas de sonhos

Oh essas sombras de sangue!

Que vagueiam lúcidas pelos canais do ser

Em busca de um baile pertobavelmente

Perfumado de palavras e sons.

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Três passados de amor Poemas…

agosto 10, 2008 at 10:09 pm (Poemas Avulsos)

Estes três poemas a baixo foram escritos em tempos e espaços completamente diferentes, e são homenagens mesmo que simplórias as últimas garrotas que eu gostei… São textos ridículos, mas possuíam em cada época sentidos que me fascinavam… É a arte do amor…ou do desamor

“Amor-chama, e, depois, fumaça…”

Manuel Bandeira (A Cinza das Horas).

Coração de morena

Queria ter forças para suportar a solidão que habita desesperadamente meu peito

Mas relendo meus versos antigos percebo que sou o mesmo infeliz,

O mesmo pobre e magro poeta de amores perdidos e perdidas ilusões.

Queria ter forças pra não morrer de tédio nesta cidade grande e absurda

Feita com cacos de telhados de vidros onde moram reluzentes solidões fingidas

E demasiados amores supérfluos, perdidos em cartas guardadas em gavetas marrons.

Queria ter forças para tolerar calmamente teu lindo sorriso que longe mora.

Não ter inveja dos passarinhos coloridos que convivem contigo nas árvores da tua morada

E que brincam felizes ao redor de ti em meio aos teus maravilhosos cabelos negros e revoltos.

Queria ter forças, Morena, para detonar essas fronteiras, esses muros de dores… Queria ter forças Morena para destruir essas enormes barreiras, e habitar calmamente sorrindo o teu coração decente, vencendo de vez a solidão que desgasta o meu peito de poeta infeliz.

Peso da Alma

Angústia em suspiros maus dispersos

Os beijos que eu dei apaixonados.

Abro os olhos humanos para crer

O que sinto é a presença do passado…

Serei doido, mago ou visionário?

Para não compreender este estranho sentimento

Que vagava sorridente em minha Alma

Mas agora eu bem entendo….

Era tudo mentira ou só desejo?

Ter agora a glória do destino

E lembrar para sempre do “menino”

A doçura “calhiente” dos seus beijos.

Soneto de Encantamento

Cabelos de infância querida

Sorriso de saudade inocência

Tu és a princesa florida!

A moça mais linda da lenda.

Poema perfeito nos traços,

encantada presença de Deus

Nos meus pensamentos escassos

eu sempre sonhando em ser teu…

Eu guardo tua voz com carinho –

na essência do meu coração

e nunca me sinto sozinho.

Pois lembro os beijinhos –

entre abraços calados,

com intensa emoção.

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Santo Daime (Tive um parto Comigo mesmo.)

fevereiro 5, 2008 at 4:41 pm (Poemas Avulsos)

Vi pássaros demais Dentro de mim

Cai de pontes Em pedras de paz

Tive um parto Comigo mesmo.

Daqueles de flores e frutos azuis.

Senti luzes inesgotáveis.

Vozes divinas Pululavam No meu peito.

Sorri como um bebê bobo

Em meio a doces lembranças do futuro

Parti desesperos em sonhos falhos

Olhos vermelhos me jogavam pontes de Poesia

Cânticos em Desejos de Caos, ritmos de Era.

Eu vi um Deus brincando em papéis de ritmos

Um caldo.

Um credo.

Um Bailado.

Uma Música.

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DANAÇÕES II

dezembro 19, 2007 at 2:59 pm (Poemas Avulsos)

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Hoje, não mais que hoje, sou disperso.

Pedaços de um mundo bem distante

Contemplo o que é surpresa, mas desprezo.

São dores que renascem neste instante.

 

 

Solidão inútil, constante “amiga”.

A flor que te inventou se recolheu.

És bela e pura, porém inimiga.

Hoje não mais sei o que sou eu.

 

 

Oh solidão que enche todo o quarto

Delirás no meu corpo incauto e gasto.

Deixa-me em paz um só minuto.

 

 

Não suporto este porto solitário

Estou morto, pois o mundo eu atrapalho.

O que resta de saída é o absurdo.

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OFÍCIO DE ENGORDAR AS SOMBRAS

novembro 21, 2007 at 1:34 pm (Poemas Avulsos)

 

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desmentindo o seu próprio segredo

a alma carrega sempre

o oficio de engordar as sombras,

de retornar as coisas

da infância tangível,

em um límpido silêncio

de água que flui

na nudez pura

da morte.

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Dança do corpo inviovável

outubro 27, 2007 at 8:21 pm (Poemas Avulsos)

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 A pele inviovável

do seu corpo inviovável

viola a minha pele

e canta no meu corpo

os acordes de uma música

indecifrável.

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Sonhos de Ferro

setembro 9, 2007 at 3:50 pm (Poemas Avulsos)

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no quarto guardo

              entre as redes

do silêncio

          o vazio das gavetas

dos meus sonhos.

                      nas paredes

o sono calmo

esconde

           no cheiro azul

do lugar

tempestades sombrias

              em sons de asas

de morcegos.

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DANAÇÔES

agosto 12, 2007 at 6:53 pm (Poemas Avulsos)

O abismo nos convida para o sono

Eu conheço o profundo dos cansaços

Escondemos o abismo e nada somos

A minha geração sangra nos mastros.

  

Maquinas trituram os nossos sonhos

Asas fechadas para um vôo divino

Deus morre nu no ventre dos destinos

Ao som de estranhas músicas montanhas.

  

Não tenho onde pousar o meu cansaço

A certeza me atrai mais incertezas

E brutaliza tudo aquilo do que faço

  

A mesma lágrima no rosto, a dor que cresce.

O vento leva a noite, mas deixa estrelas.

E juntas contemplam a dor que me padece.

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