O JOVEM COMPOSITOR

agosto 27, 2008 at 1:52 am (A Carne da Fábula)

O silêncio vazou devagar, abandonando entre as linhas das mãos, os papéis, e o lápis, já manchados pelos ares pesados de uma cor ausente. Na mesinha papéis amarelados encolhidos por décadas de desamparo. Na cama o velho violão, pasmo pela indiferença do olhar do dono. Na sala apenas os gritos da televisão que imaginavam uma paz solitária que nunca existira. Ao som de uma propaganda de carros a noite escutou a única lágrima caída no papel, e já dormindo na alta noite  o silêncio  vazio do rosto já vermelho de Otto  comia a própria sombra. Houve um remorso de vidro sem música na luz da janela.

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