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fevereiro 7, 2008 at 4:44 pm (A Carne da Fábula)

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O preso político.

 

– Não tenho nada a dizer. Minha boca sofre de aminésia crônica como os meus olhos vadios.

Eterno amor.

 

– Se você me ama. Diga a verdade.

– Sim…eu te amo, te amo muito, mas não suporto suas meias fedorentas no quarto.

– Mas Ivone porque você não disse logo…eu já havia cortado os meus dois pés antes Ivone.

Barracos a venda

 

Procura-se uma vítima. Favor entrar sem armas.

 

A Felicidade Dói

Desarmado, com a cabeça caída para trás, a boca meio aberta, perdido de si mesmo, apresentava a imagem pungente de um abandono sem salvação.

 

Cartas de Amor

 

Estranho é pensar que tudo é mentira. E que aquelas cartas de amor não passam hoje de simples e velhos papéis sem cor nas gavetas do passado.

 

Destino

Não esquecer dos casos em que alguém ou algo nos anda a empurrar pelas costas sem que saibamos por que nem pra onde.

Na Caverna

 

Que bela cena descreves e que estranhos prisioneiros. São iguais a nós.

 

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1 Comentário

  1. Gaby said,

    Ha! O da caverna é ótimo. ;P
    E todos os outros parecem ter um toque do “a felicidade dói”…
    Gostei bastante. 🙂

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