A COR DO INVISÍVEL (CÂNTICOS DO DIA E DA NOITE).

julho 20, 2007 at 5:02 pm (Poemas Avulsos)

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A Suzy Silva

  “O seu olhar imensamente verde ilumina o meu quarto.”

Mário Quintana

  

                                                            I

Sorriso nos campos, raios de ouro nos céus! Luz divina nos confins da planície calma! Nas águas a dança nervosa das ondas. Nas arvores sinto o gosto vivo dos frutos carnosos que enfeitam as nossas bocas de sabores nobres,doces e delicados da floresta. Na estrada pedras cintilam solitárias em meio às margens resplandecentes do caminho claro . Vales verdes de plantas simples, animais a brincarem passivos no céu da paisagem limpida – o silencio azul. O cantar longe de mundo de asas e sons. O vento nos ouvidos – a pálida claridão da paz…

  

                                                           II

A noite chega com o seu tremular de ventos em sombras, Braços de escuridão que iluminam a nós e aos animais que caminham ao longe… As águas passeiam calmas encantadas pelo indefinível e inefável olho da lua. No céu ela respira tranqüila,Rainha entre os conjuntos de estrelas cadentes e cantantes de brilho branco . Ao lado do mar o espírito da lua se transforma em uma tênue nuvem terrena de límpidos clarões suaves de poesia em beleza eterna…

  

                                                         III

A noite me conquista com seu hálito de vida e sorriso de morte.Aurora cristalina que nasce e renasce diariamente entre as flores. Crepúsculo que vageia na grama dos meus pés .Respiro o vazio da transcendência dos dias…A cor do invisível, matéria abstrata das minhas sentimentalidades.Noite oh noite ! és a minha divina musa! em tuas entranhas aborto as minhas simples palavras…estou com saudades do meu amor…

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2 Comentários

  1. brgaudencio said,

    Relendo este poema remeto-me a todas as sensações que a causaram.
    a paixão que ainda nutro por Suzy.
    Foi a ela que a dediquei.
    todas as vezes que eu escrever palavras limpidas de felicidade
    o motivo será ela.
    sempre ela,
    por amor a ela.

    Suzy Silva de Araújo.

  2. Félix said,

    simplesmente autentico;
    a expressão dos sentimentos da alma de quem ama inspira a espontaniedade da escrita, pois escritas sensiveis resultam de sentimentos verdadeiros.

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