Andar Surreal

julho 8, 2007 at 8:56 pm (Poemas Avulsos)

andar-surreal.jpg

 “Ouço aves e Beethovens”

Manuel de Barros 

I                        

A boca do meu coração vive sentada

nas narinas de aço do meu indiscreto desespero, 

                      enquanto o vento verbaliza o tempero

e designa o papel dos meus cabelos sujos de tensão e caos… 

II

Corrompo as frases com o meu andar surreal de Manoel de Barros sem Pantanal                        

e estupro o sentido normativo da incompreensão.

 III                      

          Ira de viver,

canina fome                        

          de luz e abismo. 

IV

É ótimo cantar fluidos, 

                       fluxos de fatos infantis

que perturbam o meu juízo de lata e metáfora. 

 V                        

Mergulho os significados do medo

em um profundo claro de nada.    

                    O caos brinca de osso

 com os meus perfumes de livro.

As palavras matam os fantasmas de fruta podre que moram em mim. 

VI                      

Fiz sexo com as paredes

E minhas mãos gozaram

                       sangue.

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