Notas sobre a Atual Produção Audivisual em Campina Grande.

julho 7, 2007 at 3:41 pm (Ensaios)

  1. È certo que não podemos pensar na produção cinematográfica campinense atual como um movimento  singular, com regras próprias e estabelecidas, todavia alguns  fundamentos estéticos relacionados principalmente as técnicas e as temáticas utilizadas nos fazem refletir um pouco sobre um provável caráter semelhante destas produções. Fora isso, os vídeos filmados nestes últimos anos são marcados claramente pelas diferenças nas formas narrativas individuais. 

2. Três nomes se destacam neste contexto na produção audiovisual campinense na atualidade: Taciano Valério, Breno César e Rodrigo Nunes. Seus vídeos, na maioria documentários em curtas-metragens, possuem afinidades estéticas e padrões cinematográficas parecidas, mas com concepções de arte diferenciados. 

 3. O primeiro citado foi Taciano Valério, Campinense, 28 anos, formado em Psicologia na Universidade Estadual da Paraíba, com algumas incursões na literatura (com três livros de contos publicados). Taciano vem se firmando como produtor audiovisual com quatro filmes rodados nos últimos anos. O destaque maior desta filmografia é o documentário O Buraco, premiado nacionalmente. 

4. O segundo citado foi Breno César, Pernambucano, 27 anos, estudante do curso de Arte e Mídia na Universidade Federal de Campina Grande. Breno é um dos maiores artistas multimídias da cidade, com trabalhos não só no cinema, como também na música, teatro e dança. Sua ultima obra foi, Hemocromatose, que se desvincula de tudo que já existiu cinematograficamente em Campina Grande , visto que é uma videodança, um gênero muito pouco difundido no Brasil. 

5.  O ultimo citado foi Rodrigo Nunes, Campinense, 27 anos, estudante do curso de Arte e Mídia na Universidade Federal de Campina Grande. Rodrigo é o mais conhecido atualmente, pelo menos em nível regional devido ao documentário Manuel Monteiro em Verso, Vídeo e Prosa, vencedor do II Doctv Paraíba e que será exibido ainda este mês pela TV Cultura. Sua obra é marcadamente experimental, e também se difere de tudo que é produzido pelo fato de traçar paramentos cinematográficos não muito convencionados no cinema paraibano. 

6. O que mais se assemelha nas obras audiovisuais destes jovens produtores cinematográficos é a luta continua para produzir cinema em um lugar inóspito como é na cidade de Campina Grande. A cidade não conta com uma mínima infra-estrutura necessária, faltam produtoras, locais de exibição alternativa e principalmente publico. Mas isso por se só não caracteriza um fundamento estilístico. As obras destes “cineastas marginais” se fundamentam pelos poucos recursos empregados e pela tentativa principalmente de construir narrativas de personagens excêntricos de nossa cidade ou de municípios circo vizinhos. O já citado O Buraco, de Taciano Valério é o exemplo maior disso. 

7. Essas expressões mais recentes ainda se encontram demarcadas pelos limites naturais de uma procura que lhes possam assegurar as características de uma dicção imagética singular, entretanto os três nomes demonstram a qualidade do cinema paraibano e são exemplos claros de certa força criativa.

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3 Comentários

  1. brgaudencio said,

    Minha gente este micro-ensaio provalvelmente vai ser publicada na revista Cordeletras. È um texto generico, construido apartir de um olhar quase leigo sobre os destaques da produçao audividual em Campina Grande. Na há muito de profundo e reflexivo e sim alguns informações gerais sobre o nosso cinema.
    Um dia quem sabe eu poderei escrever um brilhante ensaio sobre toda esta gama de talentos artisticos de Campina Grande, particulamente destes realizadores cinematograficos…

  2. Elane said,

    Pois é Bruno, concordo com as suas notas sobre a produção audiovisual em Campina Grande. Mas tenho que reconhecer que mesmo com pouca produção, pelo menos ainda temos produção. Há algum tempo não tinhamos nada, nem ao menos sabíamos se tinha gente interessada em fazer cinema em Campina Grande. Temos que reconhecer que alguns fundos de incentivo a cultura tem incentivado a produção. Longe de ser a ideal, mas ao menos é o primeiro passo para um crescimento de produção audiovisual. Acredito até que a qualidade dos vídeos vem com o tempo, ou com o crescimento. Não temos como avaliar a qualidade do que se faz pouco ou do que não se faz. Com muita produção aí sim podemos falar alguma coisa sobre o que presta ou que não presta na produção audiovisual de Campina Grande.

  3. marcio correa said,

    o cenario da arte no nordeste vem se destacando a varios anos,e com a criaçao do curso de arte e midia em campina grande,na praiba isso teve um grande momento.com a apariçao de artistas como breno cesar que eu tive a feliscidade de conher.

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