Hermann Hesse (Para Ler e Pensar)

julho 6, 2007 at 4:12 pm (Relicário de Frases)

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  Escritor alemão. De família pietista, ainda jovem rebela-se contra a rigidez religiosa e foge de casa. Instalado em Basileia, naturaliza-se suíço. Em 1899 publica o seu primeiro livro de poemas e, em 1904, um romance, Peter Camenzind. Em 1911 realiza uma viagem à Índia, transcendental para a sua formação. A influência da sabedoria oriental aparece em Demian e Siddhartha, em que Hesse afirma a vontade de um desenvolvimento equilibrado. Em O Lobo das Estepes mostra a existência, no ser humano, da alma do homem e da alma do lobo, do humanismo e da crueldade. De fora da Alemanha luta contra o regime nazi. O seu espírito, de um pessimismo atormentado, serve-se do misticismo oriental para colocar a si próprio as contradições da vida burguesa. Em 1946 recebe o Prémio Nobel de Literatura.

Aqui estão alguns belos trechos de sua obra publicados em forma de aforismos no livro Para Ler e Pensar, pela Record.

 1. Quanto mais perto ficamos um do outro, tanto menos nos conhecemos a nós mesmos.

2. Não existe nada tão mau, selvagem e cruel na natureza quanto os homens normais.

3. Quando algúem teme a outrem, começa a conceder-lhe poder sobre si mesmo.

4. A verdade se vive, não se ensina.

5. Na escola só aprendi duas coisas: latin e mentiras.

6. A divinvidade está em ti, não em idéias e livros.

7. Pode o homem comunicar aos outros a ciência, não a sabedoria.

8. Leitura sem amor, saber sem respeito, cultura sem coração – eis alguns dos mais graves pecados contra o espírito.

9. Ningém sonha com que não lhe interessa.

10. Arte é meditação do mundo em estado de graça.

11. Poeta pode alguém ser; não pode tornar-se.

12. Se idéia e boa vontade bastassem, o mundo estaria cheio de autores de primeira categoria.

13. Não é felicidade ser amado; todos amam a si mesmo. Amar aos outros, sim, é que é felicidade.

14. As pessoas não gostam de pagar com confiança e amor: preferem fazê-lo com dinheiro e mercadorias.

15. Só podemos ter felicidade enquanto não a vemos.

16. A beleza é sempre assim: além do prazer, nela encontramos tanbém a tristeza e a angústia.

17. Não é oficio do poeta apontar o caminho, mas sobretudo despertar ânsias.

18. Não é comunicavel a sabedoria. A sabedoria que um sábio tenta comunicar soa, antes, como loucura.

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