Três passados de amor Poemas…
Estes três poemas a baixo foram escritos em tempos e espaços completamente diferentes, e são homenagens mesmo que simplórias as últimas garrotas que eu gostei… São textos ridículos, mas possuíam em cada época sentidos que me fascinavam… É a arte do amor…ou do desamor
“Amor-chama, e, depois, fumaça…”
Manuel Bandeira (A Cinza das Horas).
Coração de morena
Queria ter forças para suportar a solidão que habita desesperadamente meu peito
Mas relendo meus versos antigos percebo que sou o mesmo infeliz,
O mesmo pobre e magro poeta de amores perdidos e perdidas ilusões.
Queria ter forças pra não morrer de tédio nesta cidade grande e absurda
Feita com cacos de telhados de vidros onde moram reluzentes solidões fingidas
E demasiados amores supérfluos, perdidos em cartas guardadas em gavetas marrons.
Queria ter forças para tolerar calmamente teu lindo sorriso que longe mora.
Não ter inveja dos passarinhos coloridos que convivem contigo nas árvores da tua morada
E que brincam felizes ao redor de ti em meio aos teus maravilhosos cabelos negros e revoltos.
Queria ter forças, Morena, para detonar essas fronteiras, esses muros de dores… Queria ter forças Morena para destruir essas enormes barreiras, e habitar calmamente sorrindo o teu coração decente, vencendo de vez a solidão que desgasta o meu peito de poeta infeliz.
Peso da Alma
Angústia em suspiros maus dispersos
Os beijos que eu dei apaixonados.
Abro os olhos humanos para crer
O que sinto é a presença do passado…
Serei doido, mago ou visionário?
Para não compreender este estranho sentimento
Que vagava sorridente em minha Alma
Mas agora eu bem entendo….
Era tudo mentira ou só desejo?
Ter agora a glória do destino
E lembrar para sempre do “menino”
A doçura “calhiente” dos seus beijos.
Soneto de Encantamento
Cabelos de infância querida
Sorriso de saudade inocência
Tu és a princesa florida!
A moça mais linda da lenda.
Poema perfeito nos traços,
encantada presença de Deus
Nos meus pensamentos escassos
eu sempre sonhando em ser teu…
Eu guardo tua voz com carinho -
na essência do meu coração
e nunca me sinto sozinho.
Pois lembro os beijinhos -
entre abraços calados,
com intensa emoção.

juliana lira disse,
Agosto 16, 2008 às 8:27 pm
tao encantador e ao mesmo tempo tao frragil….
Hérlon Fernandes Gomes disse,
Agosto 31, 2008 às 6:51 pm
Bela seleção de poemas. Essa angústia de Bandeira, sempre a prometer felicidade, revelam o melhor traço do poeta. Bela página a sua também! Sua veia introspectiva é tocante.